Rafael Ciancio
Assim, mais uma vez.
Só que muito mais rápido,
Todo dia, com freqüência.
vibra o ar vibra o ar vibra o ar vibra o ar vibra o ar vibra o ar vibra o ar vibra o ar
voa a voz voa a voz voa a voz voa a voz voa a voz voa a voz voa a voz voa a voz
vem o vento vem o vento vem o vento vem o vento voa a voz
Refina o som,
Afina o tom
Agora a corda,
vive, vive, vive, vive, vive, vive, vive, vive, vive, vive, vive, vive, vive, vive, vive
mais, mais, mais, mais, mais, mais, mais, mais, mais, mais, mais, mais, mais, mais
Ouve, ouve, ouve, ouve, ouve, ouve, ouve, ouve, ouve, ouve, ouve, ouve, ouve, ouve
O que houve?
— Perdi pulso.
Vai voz, voa livre, envolve aquele ouvido distraído.
Assim, bem baixinho, pertinho, deixa vibrar.
Mas não encosta,
— Dá arrepio.
Aqueceu?
Então deixa tocar
De uma vez,
toda a massa sonora
em cima de nós, envolvendo-nos
Vibração, vibração
vibra o chão, chuta o ar, fecha a mão, deixa entrar
fricção, fricção
que tudo junto
nesse
assunto
faz bater meu coração.
Nenhum comentário:
Postar um comentário